Caixa econômica federal reduz juros para crédito imobiliário em até 21%

in Economia

A Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros do crédito imobiliário em até 21%, informou nesta quarta-feira. As novas taxas valerão para contratos assinados a partir de 4 de maio, quando tem início a oitava edição do Feirão Caixa da Casa Própria. A feira acontece em 13 cidades do país até 10 de junho.

Para imóveis dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que contempla imóveis avaliados em até R$ 500 mil, os juros hoje são de 10% ao ano para o público geral e 8,9% ao ano para cliente com relacionamento (cliente do banco). Essas taxas caem agora para 9% e 8,4% ao ano, respectivamente. Haverá ainda taxa de 7,9% para cliente que recebe salário no banco.

Para imóveis fora do SFH, os juros atualmente são de 11% ao ano para o público geral e 10,5% ao ano para cliente com relacionamento. Essas taxas caem agora para 10% e 9,2% ao ano, respectivamente. Haverá ainda taxa de 9% para cliente que recebe salário no banco.

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte, afirmou que ainda tem espaço para crescimento do crédito imobiliário do País, que deve passar dos atuais 5,3% do PIB para 11% em 2014. Ele disse, no entanto, que o crescimento não se dará na mesma velocidade verificada em 2009 e 2010.

Segundo Duarte, o banco deve rever a projeção de emprestar R$ 90 bilhões neste ano, dado que, até o dia 20 de abril, já emprestou R$ 26,1 bilhões, 43% a mais do que no mesmo período do ano passado. “É uma previsão conservadora. Temos a sensação de que vamos ter de rever a projeção para este ano”, afirmou.

Sobre a redução nas taxas de juros anunciadas hoje, Duarte afirmou que a inadimplência está próxima do nível atual, de 1,7%, desde julho de 2010, e que houve ganhos de eficiência e de escala nos últimos anos. Os atrasos estavam em 3% da carteira em julho de 2007. “Estamos nos valendo disso para compartilhar com o cliente parte desses ganhos.”

 

A Caixa foi o segundo banco público a anunciar o corte dos juros, atrás do Banco do Brasil . Depois disso, Bradesco, Santander, Itaú Unibanco e HSBC seguiram a tendência e reduziram suas taxas.

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